A aventura começou no sábado, 18 de maio de 2013, bem
cedinho.
Ponto de encontro, Posto Rodoviário
da Rodovia Régis Bittencourt - BR116, no Distrito de Itapecerica da Serra. As
sete e trinta da manhã, eu e meu namorado (Vanderlei), nos encontramos com meu
pai (Fernandes), e um casal de amigos, a Tânia e o Teixeira, que já estavam no
ponto de encontro, a nossa espera.
Eu e o Vanderlei, cada um com sua
scooter 150cc, a Tânia de Mirage 250cc , o Fernandes, com sua Versys 650cc, e
o Teixeira, com uma Boulevard 800cc.
No ponto de encontro, permanecemos
apenas tempo suficiente para registrarmos o início da nossa aventura, tirando
algumas fotos, logo saímos e caímos na estrada, não podíamos perder muito
tempo, pois a viagem seria longa. Momento de saída registrado, hora de pegar
estrada.
Velocidade de cruzeiro, entre 80 e 120km,
que aliás, era o máximo que as scooters atingiam.
A viagem começou com novidades, minha
scooters estava consumindo muito, acabei ficando sem gasolina na estrada, e
detalhe, a scooter do Vanderlei, também estava com pouca gasolina. Motinho
parada na estrada, pane seca, e sem uma mangueira para conseguir transferir
gasolina de uma das motos grandes. Bom, depois de algumas tentativas, achamos
uma garrafa de água jogada pelo canteiro da estrada e conseguimos tirar
gasolina da scooter do Vanderlei. Problema resolvido, pé na estrada novamente.
Ops, agora foi a vez do Vanderlei ficar parado na estrada, pane seca kkkkk. Na
viagem que fizemos ano passado até Punta del Leste, havia um posto de gasolina
nesse trecho, mas dessa vez, estava desativado. O tanque da nossa moto,
comporta apenas 8 litros de gasolina, então, tivemos que ficar mais atentos com
o combustível, pois ficar parados na estrada não fazia parte dos planos.O dia
estava gelado, friozinho e chuva. Rodamos aproximadamente 612 km, mais de 7
horas de estrada, até União da Vitória - PR, onde nos hospedamos no Hotel
Flórida.
Pela manhã, voltamos para estrada, o
tempo continuava instável, frio e garoa.
Seguimos até Derrubadas- RS, para
conhecer o Salto do Yucumã, cachoeira com 2km de extensão, uma maravilha da
natureza. Chegando no Parque Estadual do Turvo, onde fica a cachoeira, ainda é
necessário percorrer cerca de 15 km de estrada de terra por meio de uma mata
nativa de exuberante beleza. Devido as chuvas, não foi possível seguirmos de
moto pela estrada de terra. Então o vigia do parque sugeriu que percorrêssemos
de carro, e gentilmente ligou para o único taxista da cidade, que prontamente
nos atendeu, e ainda, nos acompanhou durante todo o passeio pelo Salto do
Yucumã. Detalhe, além de único taxista, ele também era Vereador da cidadezinha.
Muito prestativo, foi nosso guia turístico. Cenário lindo, mas a estrada nos
esperava, ainda tínhamos muito a percorrer. A tarde caia, e percorremos cerca
de 34 km, até Três Passos - RS. Ao cair da noite, paramos na Pousada Vale
Verde, onde fomos muito bem recepcionados pelos donos, Sr. Laurino e sua esposa
Sandra, extremamente atenciosos. Escolhemos nos hospedar em Chalés, preço bom e
quartos espaçosos e bem arrumados. Acordamos cedinho e nos reunimos na sala do
café da manhã, e por sinal, um excelente café da manhã, com muita variedade e
fartura. Devidamente alimentados, hora pegar estrada novamente, agora até
Posadas - Argentina.
Rodamos 36 km, de Três Passos - RS
até Porto Soberbo, uma das fronteiras para adentrar a Argentina, onde fizemos a
Carta Verde, um seguro do Mercosul, e trocamos alguns reias por moeda Argentina
- Pesos. Após passarmos pela alfândega, onde foi verificado nossa documentação
e da moto, atravessamos de balsa para a Argentina, pagamos 7 pesos por moto
pela travessia que dura cerca de 10 minutos, muito rápido. Já do outro lado do
rio, na Argentina, seguimos pela Ruta 13 e Ruta 11, 175 km, de El Soberbo até
San Ignácio - Misiones - Argentina, passando por San Vicente e Aristódulo del
Valle. As estradas são ótimas, porém um vermelhão só, as roupas ficaram
tingidas de poeira. No final do dia, nos hospedamos em uma pousada em San
Ignácio. No dia seguinte, fomos conhecer as Ruínas de San Ignácio, [" A missão de San
Ignácio Miní foi fundada em 1632 pelos Jesuítasnas Américas durante o período de
colonização espanhola. Redescoberta em 1897,
San Ignacio Miníganhou alguma fama após o poeta Leopoldo Lugones fazer uma expedição à área
em 1903, mas o trabalho de restauração só se
iniciou nos anos 40. San Ignacio Mini foi construída naquele que se pode
chamar o "barrocoGuaraní" e pode
ser considerado o mais espectacular exemplo das 30 missões construídas pelos
jesuítas num território que actualmente compreende a Argentina,Brasil e Paraguai. O complexo das
ruínas abriga o Museu jesuítico de San Ignacio Miní. Desde 1984
que San Ignacio Miní é um Património Mundial
da UNESCO."]
Por fim, após conhecermos as ruínas,
rodamos pela Ruta 12, cerca de 251 km até Foz do Iguaçu, lado Brasileiro, nos
hospedamos no Ambassador Palace Hotel. No dia seguinte fomos visitar as
Cataras, lado Argentino. Fica difícil descrever tamanha beleza. Para se visitar
tudo, o ideal é reservar o dia inteiro, e ir com roupas confortáveis, pois o
passeio é demorado, porém, magnífico.
Bom, depois de nos maravilharmos com
as Cataras do Iguaçu, fomos lanchar e demos uma passadinha num shopping no
Paraguai.
No 4º dia, eu e o
Vanderlei resolvemos voltar antes dos demais companheiros de estrada, afinal
estavamos de scooters 150cc, e as motos grandes, Versys 650cc, Boulevard 800cc
e Miragem 250cc, não estavam conseguindo nos acompanhar kkkkkkk. Sendo assim,
seguimos viagem e eles ficaram, pois ainda queriam fazer compras no Paraguai.
E, sabíamos que mesmo nos dividindo e saindo antes deles, seriamos alcançados
na estrada kkkk. Compramos algumas frutas para levar na viagem de volta e
pegamos estrada, com destino a São Paulo. Já havíamos combinado que pegaríamos
a BR 277, assim, poderiam nos alcançar no caminho. O ponto de encontro seria na
cidade Campo Mourão, o que não aconteceu, pois passamos pela cidade muito cedo,
então decidimos seguir viagem. Rodamos direto, com paradas rápidas, apenas para
almoçar e abastecer. Quando caiu a noite, nos hospedamos em um Hotel de beira
de estrada, já estávamos bem próximos de Curitiba, porém, estava perigoso
continuar pilotando no escuro, e o cansaço, nos venceu. Assim que
amanheceu,caímos na estrada. Passamos por Curitiba e só paramos na entrada da
Serra da Graciosa para tirarmos foto. Mas não resistimos, e apesar do mal
tempo, descemos a Serra, e fomos almoçar no centro de Morretes - PR. Pensem
numa Serra linda, a maior parte das curvas, pavimentadas com paralelepípedos, e
em toda a sua extensão, cercada de mata nativa e paisagismo. Todos os lados que
se olhasse, se via muito verde. Descemos a Serra no inverno, fico imaginando
como deve ser exuberante a beleza, na primavera. Terminamos de almoçar e
subimos a Serra da Graciosa. Eis que na subida, o Vanderlei parou em uma das
curvas para tirar fotos, e caiu da moto, ou melhor, com a moto. Sorte que ele
estava parado, e não se machucou. O chão estava bem escorregadio por conta da
chuva. Parada para mais fotos e, seguimos viagem para São Paulo. No caminho, em
uma das paradas para abastecer, ligamos para o Fernandes, e ele já havia
chegado na sua casa, há algum tempo, assim como o Teixeira e a Tânia. Ainda
faltava alguns kms até Embu das Artes. A viagem estava acabando e o coração
ficando apertado, saudades da família, e da estrada. Mas ano que vem tem mais.