FERNANDA FERNANDES

SERRA DO RIO DO RASTRO



A Serra do Rio do Rastro é cortada pela rodovia SC-438, que é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como pelos seus quiosques, ótimos locais para desfrutar a paz proporcionada pela natureza. Um mirante localizado no seu topo, a mais de 1460 metros de altitude, proporciona uma vista espetacular. É um dos cartões postais do estado de Santa Catarina.
Localiza-se entre as cidades de Lauro Müller (em baixo da serra) e Bom Jardim da Serra (em cima da serra).
No topo da serra, mesmo nos meses de verão o vento é muito gelado, no inverno as geadas são frequêntes e algumas vezes neva.
Quem vem de Bom Jardim pelos campos planos de cima da serra é surpreendido pelo contraste. A serra começa abruptamente. O desnivel entre o Mirante e Lauro Müller é de 1200 metros
Ao descer ou subir a serra pare nos vários refúgios para contemplar e tirar fotos, um percurso como este deve ser percorrido sem pressa. A rodovia nesse trecho é toda feita de concreto.
O mirante da serra fica a 11 Km de Bom Jardim, 20Km de Lauro Muller e 200Km de Florianópolis.
12KMS INTERMINÁVEIS DE CURVAS MAGNÍFICAS

ESTRADA DA GRACIOSA



Tudo para se conservar ao máximo esses 33 quilômetros de estrada, com sua aura de século 19 – até os paralelepípedos e pedras lisas da época foram mantidos, o que contra indica passar por ela de moto em dias de chuva. A Estrada da Graciosa foi inaugurada em 1873, e sai de Curitiba até Morretes, litoral do Paraná, seguindo pela serra do Mar e atravessando o trecho mais intacto de Mata Atlântica do Brasil.
O ideal é fazer a viagem sem pressa alguma, para admirar a bela paisagem. A beleza é tanta que, no caminho, o turista vai encontrar sete mirantes batizados de recantos (Vista Lacerda, Rio Cascata, Grota Funda, Bela Vista, Curva da Ferradura, Mãe Catira e São João da Graciosa), todos com vista para a baía de Paranaguá. A Estrada da Graciosa também limita dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange.

Férias 2013


De São Paulo até Rio Grande do Sul, seguindo depois até

 

Argentina e por fim Foz do Iguaçu



A aventura começou no sábado, 18 de maio de 2013, bem cedinho.

Ponto de encontro, Posto Rodoviário da Rodovia Régis Bittencourt - BR116, no Distrito de Itapecerica da Serra. As sete e trinta da manhã, eu e meu namorado (Vanderlei), nos encontramos com meu pai (Fernandes), e um casal de amigos, a Tânia e o Teixeira, que já estavam no ponto de encontro, a nossa espera.

Eu e o Vanderlei, cada um com sua scooter 150cc, a Tânia de Mirage 250cc , o Fernandes, com sua Versys 650cc, e o Teixeira, com uma Boulevard 800cc.

No ponto de encontro, permanecemos apenas tempo suficiente para registrarmos o início da nossa aventura, tirando algumas fotos, logo saímos e caímos na estrada, não podíamos perder muito tempo, pois a viagem seria longa. Momento de saída registrado, hora de pegar estrada.

Velocidade de cruzeiro, entre 80 e 120km, que aliás, era o máximo que as scooters atingiam.

A viagem começou com novidades, minha scooters estava consumindo muito, acabei ficando sem gasolina na estrada, e detalhe, a scooter do Vanderlei, também estava com pouca gasolina. Motinho parada na estrada, pane seca, e sem uma mangueira para conseguir transferir gasolina de uma das motos grandes. Bom, depois de algumas tentativas, achamos uma garrafa de água jogada pelo canteiro da estrada e conseguimos tirar gasolina da scooter do Vanderlei. Problema resolvido, pé na estrada novamente. Ops, agora foi a vez do Vanderlei ficar parado na estrada, pane seca kkkkk. Na viagem que fizemos ano passado até Punta del Leste, havia um posto de gasolina nesse trecho, mas dessa vez, estava desativado. O tanque da nossa moto, comporta apenas 8 litros de gasolina, então, tivemos que ficar mais atentos com o combustível, pois ficar parados na estrada não fazia parte dos planos.O dia estava gelado, friozinho e chuva. Rodamos aproximadamente 612 km, mais de 7 horas de estrada, até União da Vitória - PR, onde nos hospedamos no Hotel Flórida.

Pela manhã, voltamos para estrada, o tempo continuava instável, frio e garoa.

Seguimos até Derrubadas- RS, para conhecer o Salto do Yucumã, cachoeira com 2km de extensão, uma maravilha da natureza. Chegando no Parque Estadual do Turvo, onde fica a cachoeira, ainda é necessário percorrer cerca de 15 km de estrada de terra por meio de uma mata nativa de exuberante beleza. Devido as chuvas, não foi possível seguirmos de moto pela estrada de terra. Então o vigia do parque sugeriu que percorrêssemos de carro, e gentilmente ligou para o único taxista da cidade, que prontamente nos atendeu, e ainda, nos acompanhou durante todo o passeio pelo Salto do Yucumã. Detalhe, além de único taxista, ele também era Vereador da cidadezinha. Muito prestativo, foi nosso guia turístico. Cenário lindo, mas a estrada nos esperava, ainda tínhamos muito a percorrer. A tarde caia, e percorremos cerca de 34 km, até Três Passos - RS. Ao cair da noite, paramos na Pousada Vale Verde, onde fomos muito bem recepcionados pelos donos, Sr. Laurino e sua esposa Sandra, extremamente atenciosos. Escolhemos nos hospedar em Chalés, preço bom e quartos espaçosos e bem arrumados. Acordamos cedinho e nos reunimos na sala do café da manhã, e por sinal, um excelente café da manhã, com muita variedade e fartura. Devidamente alimentados, hora pegar estrada novamente, agora até Posadas - Argentina.

Rodamos 36 km, de Três Passos - RS até Porto Soberbo, uma das fronteiras para adentrar a Argentina, onde fizemos a Carta Verde, um seguro do Mercosul, e trocamos alguns reias por moeda Argentina - Pesos. Após passarmos pela alfândega, onde foi verificado nossa documentação e da moto, atravessamos de balsa para a Argentina, pagamos 7 pesos por moto pela travessia que dura cerca de 10 minutos, muito rápido. Já do outro lado do rio, na Argentina, seguimos pela Ruta 13 e Ruta 11, 175 km, de El Soberbo até San Ignácio - Misiones - Argentina, passando por San Vicente e Aristódulo del Valle. As estradas são ótimas, porém um vermelhão só, as roupas ficaram tingidas de poeira. No final do dia, nos hospedamos em uma pousada em San Ignácio. No dia seguinte, fomos conhecer as Ruínas de San Ignácio, [" A missão de San Ignácio Miní foi fundada em 1632 pelos Jesuítasnas Américas durante o período de colonização espanhola. Redescoberta em 1897, San Ignacio Miníganhou alguma fama após o poeta Leopoldo Lugones fazer uma expedição à área em 1903, mas o trabalho de restauração só se iniciou nos anos 40. San Ignacio Mini foi construída naquele que se pode chamar o "barrocoGuaraní" e pode ser considerado o mais espectacular exemplo das 30 missões construídas pelos jesuítas num território que actualmente compreende a Argentina,Brasil e Paraguai. O complexo das ruínas abriga o Museu jesuítico de San Ignacio Miní. Desde 1984 que San Ignacio Miní é um Património Mundial da UNESCO."]


Por fim, após conhecermos as ruínas, rodamos pela Ruta 12, cerca de 251 km até Foz do Iguaçu, lado Brasileiro, nos hospedamos no Ambassador Palace Hotel. No dia seguinte fomos visitar as Cataras, lado Argentino. Fica difícil descrever tamanha beleza. Para se visitar tudo, o ideal é reservar o dia inteiro, e ir com roupas confortáveis, pois o passeio é demorado, porém, magnífico.

Bom, depois de nos maravilharmos com as Cataras do Iguaçu, fomos lanchar e demos uma passadinha num shopping no Paraguai.

No 4º dia, eu e o Vanderlei resolvemos voltar antes dos demais companheiros de estrada, afinal estavamos de scooters 150cc, e as motos grandes, Versys 650cc, Boulevard 800cc e Miragem 250cc, não estavam conseguindo nos acompanhar kkkkkkk. Sendo assim, seguimos viagem e eles ficaram, pois ainda queriam fazer compras no Paraguai. E, sabíamos que mesmo nos dividindo e saindo antes deles, seriamos alcançados na estrada kkkk. Compramos algumas frutas para levar na viagem de volta e pegamos estrada, com destino a São Paulo. Já havíamos combinado que pegaríamos a BR 277, assim, poderiam nos alcançar no caminho. O ponto de encontro seria na cidade Campo Mourão, o que não aconteceu, pois passamos pela cidade muito cedo, então decidimos seguir viagem. Rodamos direto, com paradas rápidas, apenas para almoçar e abastecer. Quando caiu a noite, nos hospedamos em um Hotel de beira de estrada, já estávamos bem próximos de Curitiba, porém, estava perigoso continuar pilotando no escuro, e o cansaço, nos venceu. Assim que amanheceu,caímos na estrada. Passamos por Curitiba e só paramos na entrada da Serra da Graciosa para tirarmos foto. Mas não resistimos, e apesar do mal tempo, descemos a Serra, e fomos almoçar no centro de Morretes - PR. Pensem numa Serra linda, a maior parte das curvas, pavimentadas com paralelepípedos, e em toda a sua extensão, cercada de mata nativa e paisagismo. Todos os lados que se olhasse, se via muito verde. Descemos a Serra no inverno, fico imaginando como deve ser exuberante a beleza, na primavera. Terminamos de almoçar e subimos a Serra da Graciosa. Eis que na subida, o Vanderlei parou em uma das curvas para tirar fotos, e caiu da moto, ou melhor, com a moto. Sorte que ele estava parado, e não se machucou. O chão estava bem escorregadio por conta da chuva. Parada para mais fotos e, seguimos viagem para São Paulo. No caminho, em uma das paradas para abastecer, ligamos para o Fernandes, e ele já havia chegado na sua casa, há algum tempo, assim como o Teixeira e a Tânia. Ainda faltava alguns kms até Embu das Artes. A viagem estava acabando e o coração ficando apertado, saudades da família, e da estrada. Mas ano que vem tem mais.




MOMENTOS